Contabilidade – ciência social que estuda o patrimônio das entidades. Esta ciência surgiu em decorrência de necessidade, quando a sociedade produzia excedentes que necessitavam ser contabilizados. Poeticamente, maravilhoso ao ler.

Há relatos de que as primeiras manifestações contábeis datam de 2000 a.C, com os sumérios e há quem diga que a linguagem escrita foi inventada por contadores primitivos. Eu Acredito!!

A contabilidade iniciou-se, empiricamente, com Leonardo Fibonacci.  A partir do século XV damos “viva!!” a Luca Pacioli, pela divulgação do método das partidas dobradas, encerrando a fase menos organizada da contabilidade.

De acordo com a doutrina oficial brasileira (organizada pelo CFC – Conselho Regional de Contabilidade) a contabilidade é uma ciência social, assim como, a economia e administração.

Histórias a parte, o que encontramos hoje não são mais contadores “cientistas de números e cálculos”.  Aqueles profissionais, especializados em contabilidade simples e pura, partidas dobradas, pesquisadores do estudo do patrimônio, estão cada vez mais, doentes. As vertentes da tecnologia e a sanha arrecadatória da Receita Federal do Brasil, transformou esses valiosos profissionais em verdadeiros infomaníacos.

As contas bancárias estão sendo monitoradas pelo Governo, por um cérebro eletrônico  mais poderoso de Brasília, apelidado de “Hal”.

O Hal trabalha, sem cessar, no 5º subsolo do Banco Central; um supercomputador instalado especialmente para reunir, atualizar e fiscalizar todas as contas bancárias das Instituições financeiras instaladas no País. Seu nome oficial é Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional – CCS na sigla abreviada, já apelidado de HAL.

Com o Hal, o Banco Central ganha uma ferramenta tecnológica a altura de um sistema financeiro altamente informatizado e moderno. O supercomputador é uma ferramenta decisiva no combate a fraudes, caixa dois e lavagem de dinheiro no Brasil. Será??

A partir da estreia do Hall, com um simples clique, COAF, Ministério Público, Polícia Federal e qualquer juiz têm acesso a todas as contas que um cidadão ou uma empresa mantêm no Brasil.

A Receita Federal conta com o T-Rex, um supercomputador que leva o nome do devastador Tiranossauro Rex, e o software Harpia, ave de rapina mais poderosa do país, que teria até a capacidade de aprender com o “comportamento” dos contribuintes para detectar irregularidades.

“Capacidade de adaptação é uma das virtudes exigidas dos candidatos à sobrevivência na economia globalizada.”
Eugenio Staub

 Com esse arsenal tecnológico, desenvolvido e custeado pelos próprios contribuintes, os entes federais, estaduais e Municipais que já trabalham integrados, partem do princípio de que “todos são culpados até que provem ao contrário”.

As empresas contábeis investem pesado para conseguir acompanhar o rítmo frenético e alucinante em inovações tecnológicas. Tudo para cumprir os ritos e obrigações impostas por ela. A Receita quer obter mais informações dos contribuintes.

“Na corrida de tudo on-line, cloude, virtual, “xml”,
importação/exportação, excell, SPED, COAF, e-Financeira, Certificado Digital,
Procuração Eletrônica, Bloco K…”

Mais e mais melhorias em infra estrutura são necessárias para atender com eficiência, não eficaz, os exigentes relatórios exigidos pelos órgãos. Se no século XV o contador era necessário, no século XXI ele é primordial para a existência, sobrevivência e continuidade das empresas.

Como no passado, a superação profissional, mais uma vez, abre caminho para as oportunidades de mercado para os profissionais da Contabilidade. A base fundamental, do trabalho dos contadores atuais junto aos clientes, é do aconselhamento e a consultoria como medidas preventivas de regularidades.

Nesse novo tempo, os contadores cumprem todos os prazos, aconselham seus clientes, doam consultoria preventiva, doam suas vidas. As multas são altas, a base das autuações é o faturamento. Investem em suas empresas contábeis até sangrar, compram de altas tecnologias a softwares legalizados e bem integrados.

Tudo isso é pouco, muito pouco! Vamos então, voltar no tempo e fazer somente, a contabilidade, aquela ciência do Luca Pacioli. Mas agora já estaremos falando do IFRS, CPC’s, lembrando também que o plano de contas deve ser o padrão da Receita Federal. Mas esse plano de contas não é apenas “referencial”??? 

A contabilidade do futuro tem regras editadas pela Receita Federal. A ciência social entrou no campo da ciência da tecnologia aplicada a Leis. O versátil profissional da contabilidade, além de dominar as mais modernas ferramentas tecnológicas, deve ainda, possuir atualização constante e aprofundada de estudos legais nos ramos que atuam.

É maravilhoso saber que, o ano de “2016”(5 séculos depois) está sendo apontado pelos Conselhos Regionais de Contabilidade, como o “Ano da Valorização da Classe Contábil”. Esses profissionais merecem reconhecimento da sociedade, pois, contribuem para o desenvolvimento do País, em suas múltiplas funções.

Quem sabe, não recebem um troféu de superação da Receita Federal do Brasil?
“Qualquer tecnologia cria gradualmente um ambiente humano totalmente novo.”
— Marshall McLuhan

Referências:

  1. O que é contabilidade – USP
  2. DECRETO N. 21.033 DE 8 DE FEVEREIRO DE 1932 – Senado Federal Brasil
  3. Silva, Bernardino José da – Contabilidade pública, 4.ed. – Palhoça: UnisulVirtual, 2011
  4. Giovani Cherini, RS, registra da tribuna Dia do Contabilista, Porto Alegre, RS, BR: Assembléia legislativa.
  5. História da contabilidade, SP, BR: CRC.
  6. DECRETO-LEI Nº 9.295, DE 27 DE MAIO DE 1946. Cria o CFC. Planalto, Brasil
  7. Resolução n°1/46 do CFC
  8. http://www.portaldecontabilidade.com.br/tematicas/futuro-contabilidade-brasil.htm
  9. http://www.contabeis.com.br/noticias/24368/cruzamento-de-informacoes-saiba-como-a-receita-federal-e-o-banco-central-rastreiam-seus-dados/
  10. https://pt.wikipedia.org/wiki/Contabilidade

 

Créditos da Imagem: Lugon Technology - Solução Em Informática e Ti

Créditos da Imagem: Lugon Technology – Solução Em Informática e Ti